Federação de Judô de Mato Grosso do Sul

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A derrota de Leandro Guilheiro – por Rogério Sampaio

Tristeza brasileira na Arena Excel.

Hoje é um dia triste para o judô brasileiro. O atleta em quem depositávamos nossas maiores esperanças de conquista de medalha de ouro acabou sendo surpreendido pelos adversários.

A derrota de Leandro Guilheiro, definitivamente, não era esperada. Desde 2008, quando mudou da categoria leve para a meio-médio, ele conquistou medalhas em todos os torneios que disputou e acabou ficando sem subir ao pódio justamente na competição mais importante.

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Guilheiro chegou a Londres como o número um do mundo, mas teve muita dificuldade para lutar. Ele não conseguia segurar no quimono dos seus adversários e fazer as suas técnicas.

Chegar como número um é bom porque dá a oportunidade de sair como cabeça-de-chave no sorteio. Mas, logicamente, Guilheiro foi o judoca mais visado da sua categoria. Todos os seus oponentes devem ter investido muito tempo para estudá-lo, o que, aliás, a gente também faz, e muito bem. O trabalho de estrategismo existente na Confederação Brasileira de Judô é excelente.

Independente de ter sido estudado pelos adversários, a grande dificuldade de Leandro Guilheiro, na minha análise, foi o fato de ele ter disputado poucos torneios na fase pré-olímpica.

Desde o último Campeonato Mundial de Paris, ele só lutou no Grand Slam de Tóquio, nos Jogos Pan-Americanos, no Grand Prix Nacional e no Campeonato Pan-Americano este ano. Leandro esteve presente em torneios importantes, como o Grand Slam de Paris, mas não competiu, reservando-se a participar dos treinamentos.

Como diz o chavão bem conhecido no esporte “treino é treino, jogo é jogo”. Na minha opinião, a dificuldade que Guilheiro apresentou hoje de pegar no quimono dos adversários e fazer suas técnicas principais se deve à falta de ritmo de competição.

Mas, ele é um atleta que se cuida muito fisicamente, tem totais condições de chegar bem nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 e, mesmo com 33 anos, brigar por medalha.

Um grande exemplo de que é possível que ele continue entre os melhores do mundo depois dos 30 anos, é o medalhista olímpico Jimmy Pedro, técnico do judoca Travis Stevens, que derrotou Guilheiro em Londres. Pedro disputou quatro Olimpíadas e, depois de ter conquistado bronze em 1996, repetiu o feito em Atenas 2004, aos 33 anos.

Leandro Guilheiro é forte fisicamente e um dos melhores do mundo tecnicamente.

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