Federação de Judô de Mato Grosso do Sul

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BRASIL TERMINA PARTICIPAÇÃO NO MUNDIAL DA TURQUIA COM 4 MEDALHAS

Paraolímpicos
Mundial de Judô: Deanne conquista o bronze na Turquia
28/03/2010 – 23:19:42 – por FS – AI CPB/Media Guide Comunicação

O Brasil termina o Mundial Paraolímpico de Judô, em Antalya, na Turquia, com mais uma medalha. E neste domingo novamente foi uma mulher que subiu no pódio. A pesado Deanne Almeida (mais de 78 quilos) conquistou o bronze ao derrotar a turca Yücel Yilkiran por ippon. Após quatro dias de competições, o Brasil conseguiu o maior número de medalhas em mundiais: quatro, todas no feminino. Além de Deanne, Lúcia Teixeira ficou com a prata na leve (até 57 quilos) e Daniele Bernardes da Silva e Victoria Santos de Almeida Silva levaram o bronze na meio-médio (até 63 quilos) e médio (até 70 quilos), respectivamente.

 

Se na véspera o sorteio foi cruel com Deanne, neste domingo a ajudou, colocando a brasileira de by, entrando apenas na segunda fase, já na semifinal. Na primeira luta, uma velha e indigesta conhecida, a chinesa Yamping Yuan, que já derrotara a Brasileira na final paraolímpica em Pequim e também no sábado. Como na véspera, a chinesa levou a melhor, por imobilização. Determinada, Deanne se concentrou e agarrou sua última chance na luta contra a turca.

 

“Na véspera eu não estava bem, me senti muito nervosa ao saber que enfrentaria logo a chinesa. Neste domingo já estava melhor, mais confiante e sabia que poderia vencer a turca. A chinesa está realmente acima de todas as outras competidoras e isso mostra que temos de trabalhar duro para chegar ao nível dela”, disse Deanne.

 

Como o Mundial conta pontos para o ranking que classifica para os Jogos Paraolímpicos de Londres, a organização fez três disputas para atletas acima de 70 quilos. Uma para todas as atletas com mais de 70 quilos, que pontuou para o ranking, dividindo também as competidoras entre mais duas categorias, até 78 quilos e mais de 78 quilos. Assim, a brasileira, teve mais uma chance de medalha neste domingo.

 

O bom desempenho do feminino comprovou a expectativa da comissão técnica, que comemorou a boa campanha brasileira, a melhor da história em número de medalhas:

 

“Temos motivos para comemorar, apesar de ter faltado o ouro. Conseguimos quatro medalhas e dois atletas cotados entre os favoritos tiveram a infelicidade de ficar fora do pódio”, disse Jaime Bragança, coordenador de judô do CPB. “O judô feminino mostrou que é um dos melhores do mundo e também temos de comemorar o fato de, mesmo sem medalha, termos marcados pontos no ranking em outras cinco categorias. Saímos da Turquia com a certeza de que estamos no caminho certo para 2016, mas também sabendo que muita coisa tem de ser feita.

 

Porém, nem tudo foi festa no último dia. Um erro da organização impediu a participação do Brasil na competição por equipes. Apesar da confirmação da participação da equipe masculina, a comissão técnica foi surpreendida ao chegar ao ginásio e ver que o Brasil não estava entre os oito países da disputa. A organização alegou que o Brasil não entregara a ficha de inscrição, que em nenhum momento foi passada a qualquer membro da delegação.

 

“Isso foi um absurdo. Várias vezes confirmamos com eles que iríamos participar. À noite fomos pedir informações sobre as chaves e nos disseram que só teríamos esta informação no dia da competição. Em nenhum momento, quando falamos com eles, nos disseram que teríamos de entregar qualquer ficha. No Congresso Técnico também nada foi informado. Antes da competição, disseram que entregaram a ficha para alguém do Brasil, mas que não sabiam para quem tinha sido. Ninguém da comissão técnica recebeu qualquer notificação a respeito disso”, disse Bragança.

 

Jaime também citou outros casos, como a falta de relatórios técnicos diários, comum em toda grande competição, e até de um medidor de quimonos na área de aquecimento, para os técnicos conferirem se o tamanho das mangas está dentro das regras.

 

“Infelizmente, o que vimos aqui foi uma grande desorganização. Vamos fazer um documento e um protesto formal junto à IBSA (International Blind Sports Association)”, adiantou Bragança.

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